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quinta-feira, 5 de maio de 2011

Declaração Política

Declaração Política

Os Vereadores do Partido Socialista na Câmara Municipal de Setúbal julgam que a decisão unilateral de encerrar as grandes superfícies comerciais a 1 de Maio de 2011, suscita diversos comentários.

Desde logo, julgamos que o despacho unilateral da Presidente da Câmara Municipal que impõe o encerramento a cerca de 24 horas da execução dessa determinação cria instabilidade e imprevisibilidade perante o que devia ser uma relação de confiança com os agentes económicos.
Mais. O despacho a que nos referimos não invoca a norma que funda a competência legal neste caso. Nem sequer se referem circunstâncias que sejam urgentes e excepcionais a que a Lei das Autarquias Locais obriga nestas situações.

O que nos parece é que a responsabilidade pela inexistência de um normativo ou regulamento municipal nesta matéria para o Concelho de Setúbal é da CDU, pois devia ter apresentado esta proposta nos órgãos municipais em prazo razoável e oportuno. O esquecimento não é razão atendível para que tivéssemos perante uma imperiosa urgência.

Esta decisão apressada e juridicamente pouco rigorosa devia ter sido discutida na Câmara, ouvindo os parceiros sindicais, associações patronais e representativas do sector e dos consumidores, e as juntas de freguesia, ou decidida atempadamente pelos órgãos municipais competentes.

O Decreto-Lei n.º 48/96, de 15 de Maio (com as alterações de 2010 e 2011) sugere a necessidade de se estabelecer um quadro estável, previsível e justo às grandes superfícies. Em Setúbal, isso não foi garantido.

Por outro lado, importa fazer notar que os direitos dos trabalhadores são previstos pela Constituição da República Portuguesa e pelas leis laborais (como o Código do Trabalho), são vigiados pela Autoridade para as Condições de Trabalho e outras autoridades públicas e garantidos pelos Tribunais.

Os trabalhadores e a sociedade conseguiram conquistas sociais notáveis no espaço de um século, que devem ser assinaladas. Contudo, se fosse pelo simbolismo da data comemorativa do 1.º de Maio, teríamos de determinar o encerramento de toda a actividade económica e comercial para garantir que todos os trabalhadores tivessem a possibilidade de comemorar esta data simbólica – o que claramente não aconteceu, mesmo dentro do sector retalhista e de distribuição.

A confiança entre agentes económicos e poderes públicos é essencial, bem como a preservação da liberdade de actuação das empresas e da liberdade de escolha dos consumidores, com importância acrescida nesta altura de crise económica, sempre dentro dos limites dos direitos laborais conquistados. E é nesse sentido que estamos disponíveis para discutir e criar um novo quadro estável e previsível para as empresas no Concelho, sem precipitações e casuísmos.

Setúbal, 4 de Maio de 2011

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

EDIFÍCIO DO FÓRUM LUÍSA TODI FICOU DE FORA NAS VISITAS DA COMISSÃO DIRECTIVA DO POR-L/QREN

Os Vereadores do Partido Socialista na Câmara Municipal de Setúbal manifestam a sua profunda estranheza pelo facto de o Executivo da CDU e a Senhora Presidente da Câmara não terem incluído o Fórum Luísa Todi numa visita de trabalho recentemente realizada pela Comissão Directiva do Programa Operacional Regional de Lisboa a projectos comparticipados pelo Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN).

Não compreendemos a exclusão do edifício do Fórum Luísa Todi deste périplo, dado que esta intervenção também foi anunciada pela Presidente da Câmara Municipal de Setúbal no pacote de intervenções financiadas pelo QREN no Concelho, neste caso concreto com mais de 800 mil Euros.

Por outro lado, os Vereadores do PS não entendem porque é que aquele edifício tem consecutivas derrapagens anunciadas ao nível dos seus custos e dos prazos de concretização.

Numa primeira fase, a obra custaria 4 milhões de Euros, e o custo para o Orçamento Municipal seria de 2% do total, e actualmente já está previsto que se ultrapasse largamente os 5 milhões de Euros, sendo o custo quase todo assegurado por verbas do Orçamento Municipal.

A candidatura aos fundos do QREN e as declarações públicas da Senhora Presidente da Câmara em 2009, ano de eleições autárquicas, ia no sentido da conclusão das obras em Setembro de 2009. Desde essa data já foram adiantadas várias metas para conclusão da obra, sendo que nenhuma destas foi cumprida.

Recordamos que o Executivo Municipal liderado pela CDU optou por atribuir a responsabilidade dessas obras de recuperação a uma entidade designada por Liga dos Amigos do Fórum Municipal Luísa Todi, de forma a evitar a aplicação das normas jurídicas que regulam a contratação pública, e sem acautelar todos os projectos e planeamento de obra necessários.

Recordamos também que a Assembleia Municipal de Setúbal aprovou recentemente a constituição da comissão para avaliar especificamente estas obras do Fórum Municipal Luísa Todi.

Julgamos que a Senhora Presidente da Câmara tem a responsabilidade e o dever de prestar urgentemente todos os esclarecimentos públicos sobre esta matéria.